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Infraestrutura & Tecnologia

Integrar infraestrutura IA ao panorama de TI existente

Como agentes IA e LLMs se integram a ambientes SAP, Workday e cloud sem greenfield, sem Shadow IT, sem migração de plataforma.

Dieter Gogolin
Dieter Gogolin
CEO e cofundador 7 min de leitura

O problema da integração

A maioria das empresas não tem um panorama de TI vazio. Elas têm SAP, Workday, SuccessFactors, SharePoint, sistemas setoriais, middleware acumulado ao longo dos anos e arquiteturas de segurança consolidadas. Isso não é um obstáculo para IA. É a realidade na qual a IA precisa se encaixar.

A causa mais frequente de fracasso de projetos de IA em empresas não é a tecnologia. É que a IA é introduzida como sistema isolado, ao lado da TI existente, não dentro dela. Isso gera Shadow IT, silos de dados e lacunas de governança.

A abordagem correta: infraestrutura IA como camada de integração que conecta os sistemas existentes em vez de substituí-los.

Princípio arquitetônico: camada de integração, não migração de plataforma

Uma infraestrutura IA corporativa é composta por quatro camadas que se encaixam em qualquer panorama de TI existente.

A camada mais baixa é a conectividade com sistemas. Conectores para SAP (via RFC, OData, BAPIs), para Workday (via REST APIs), para SharePoint, sistemas de e-mail e aplicações setoriais. Esses conectores leem e escrevem dados. Os sistemas de origem permanecem inalterados.

Acima dela fica a camada de orquestração. É aqui que os agentes IA operam: Document Agents que leem e classificam documentos recebidos. Workflow Agents que gerenciam processos entre sistemas. Knowledge Agents que respondem perguntas com base no conhecimento corporativo.

A terceira camada é o Decision Layer. Ele separa a análise IA da decisão de negócio. O modelo recomenda, o humano decide. Cada decisão é documentada, versionada e auditável.

A camada superior é a interface: uma interface de chat unificada para colaboradores ou integração direta sistema-a-sistema sem interação humana.

Na prática: como um agente IA se integra a um ambiente SAP

Um exemplo real: processamento de atestados médicos.

O colaborador envia o atestado médico por e-mail ou por um portal. Um Document Agent identifica o tipo de documento, extrai os campos relevantes (nome, período, grupo de diagnóstico) e valida os dados contra o acordo coletivo conforme a CLT (BR) / Código do Trabalho (PT). Via conector SAP, consulta os dados cadastrais do funcionário, calcula a remuneração durante o afastamento e prepara o lançamento contábil.

Nesse ponto, o Decision Layer intervém: se o caso se enquadra nas regras automatizáveis (caso padrão, sem anomalias), o lançamento é apresentado ao responsável para aprovação. Se uma anomalia é detectada (frequência, descumprimento de prazo, dados incompletos), o caso é escalado.

A instância SAP não foi modificada em nenhum momento. O agente opera como camada de integração externa que se comunica via APIs padrão. Os conceitos de autorização, zonas de rede e processos de auditoria existentes permanecem inalterados.

O que a arquitetura de TI deve oferecer

Para uma integração limpa, a infraestrutura IA requer quatro propriedades.

Primeiro: API-first. Toda comunicação entre agente e sistema de origem ocorre via APIs documentadas. Sem acessos diretos a banco de dados, sem interfaces proprietárias.

Segundo: multi-tenancy. Em estruturas corporativas, agentes devem ser configuráveis por entidade: regras diferentes, sistemas diferentes, requisitos de compliance diferentes por subsidiária.

Terceiro: logging e auditoria. Cada interação entre agente e sistema de origem é registrada: quem leu, escreveu ou decidiu o quê, e quando. Isso não é opcional. É a base do Governance by Design.

Quarto: capacidade de rollback. Se um agente comete um erro, cada ação deve ser reversível. Isso exige comunicação transacional com os sistemas de origem.

Nem greenfield nem migração de plataforma

A objeção mais frequente dos CIOs: “Não podemos introduzir mais um sistema.” E essa objeção é legítima.

Por isso a infraestrutura IA não é um novo sistema no sentido tradicional. É uma camada que se encaixa na arquitetura existente. SAP continua SAP. Workday continua Workday. A arquitetura de rede permanece intacta. As políticas de segurança permanecem válidas. O agente é um participante adicional no ecossistema existente, sujeito às mesmas regras, aos mesmos controles, aos mesmos requisitos de auditoria.

Na Gosign, construímos infraestrutura IA como camada de integração: em Azure, GCP ou Self-Hosted, conectada aos sistemas que já existem. Sem Shadow IT. Agentes se tornam parte da governança de TI existente, não um mundo paralelo.

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Perguntas frequentes

Preciso reconstruir minha infraestrutura de TI para IA?

Não. Uma infraestrutura IA corporativa é integrada como camada adicional na arquitetura existente. SAP continua sendo o ERP, Workday continua sendo a plataforma de RH. A camada IA lê, escreve e orquestra via APIs e conectores.

Como agentes IA se comunicam com o SAP?

Via APIs padrão do SAP (RFC, OData, BAPIs) e middleware. O agente lê dados, processa e escreve os resultados de volta. A instância SAP não é modificada: o agente opera como camada de integração externa.

O que acontece com minhas políticas de segurança existentes?

Permanecem plenamente válidas. Agentes IA estão sujeitos às mesmas regras de rede, controle de acesso e compliance que qualquer outro sistema. São integrados aos comitês de arquitetura e processos de segurança existentes.

Qual processo seu primeiro agente deveria gerenciar?

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